A chave da valorização na segunda rodada do Cartola FC 2011

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Olá amigos cartoleiros. Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos pelos comentários e pela grande audiência da primeira matéria dessa coluna, que fez um balanço geral da valorização de jogadores no Cartola FC 2011. E o tema da nossa discussão nessa semana não poderia ser outro. Afinal, a reabertura do mercado na segunda-feira revelou uma multidão de cartoleiros que tiveram suas cartoletas saqueadas por más atuações de jogadores na primeira rodada.

Através do nosso twitter @cartoleiros recebemos muitas mensagens de cartolas que conseguiram multiplicar suas cartoletas e aumentar o patrimônio, mas também recebemos chororôs e lamúrias de jogadores à beira da falência. Como já dissemos reiteradas vezes, dinheiro no bolso é fator fundamental para sua sobrevivência no Cartola. Então se você perdeu cartoletas, ou ainda, se você ganhou apenas uma mixaria, é hora de analisar com frieza as tendências de valorização que se desenham para a próxima rodada.

Ressalto que este post, mais que uma ajuda para ganho de cartoletas, é uma análise de como irá acontecer a valorização dos jogadores para esta segunda rodada. Sendo assim, se torna importante também para aqueles que conquistaram cartoletas na rodada inicial e que precisam mantê-las ou multiplicá-las ainda mais. Vamos fazer uma análise detalhada da questão e o nosso ponto de partida será o depoimento de Newton Fleury, o newtonfo, membro da equipe do Cartola. Veja o que ele disse em seu blog 442:

"O sistema de preços do Cartola foi evoluindo quase que ano a ano até chegar no formato do ano passado, que foi a maior mudança desde a criação do Cartola e permaneceu inalterado para essa temporada"

Com isso tiramos nossa primeira observação: o algoritmo de flutuação de preços do Cartola FC 2011 é o mesmo do ano passado! Até 2009, a fórmula de valorização de jogadores apresentava uma mecânica simples. Se um jogador desvalorizasse muito numa determinada rodada, a tendência seria que, pontuando bem, ele valorizasse consideravelmente na rodada seguinte. O mesmo para o caso contrário: se um jogador valorizasse muito numa determinada rodada, a tendência seria que, pontuando mal, ele desvalorizasse consideravelmente na rodada seguinte. E o que essa fórmula de valorização apresentou de novo no ano passado, que não existia nos anos anteriores? Newton Fleury explicou:

"Até ano passado (2009), levávamos em conta o preço inicial do jogador, sua média de pontos e a pontuação da última rodada. A partir daí, recalculávamos os preços relativos dos jogadores. Esse ano (2010), mudamos o preço inicial pela média de preços ao longo do campeonato, o que vai dar uma mudança sensível, permitindo uma variação maior ao longo do campeonato."

Para explicar, vamos voltar no tempo e relembrar a reabertura do mercado do Cartola FC 2010 após a segunda rodada. Na época, o caso mais simbólico e que causou grande furor na massa cartoleira, foi o caso do zagueiro Emerson do Avaí, que cravou 29,3 pontos na primeira rodada e valorizou uma fortuna. Na segunda rodada, mesmo tendo feito míseros 0,80 pontos, ele continuou valorizando. O caso contrário aconteceu com o jogador Paulo Baier do Atlético Paranaense. Expulso contra o Corinthians na primeira rodada do Cartola FC 2010, o jogador sofreu enorme desvalorização, que se estendeu nas rodadas consecutivas, apesar de pontuações melhores obtidas pelo jogador. Como explicar isso? Para quem não tem acesso à fórmula exata do algoritmo de flutuação de preços do Cartola não é possível dar uma explicação definitiva. O que podemos fazer é apontar tendências. Leia o que disse Newton Fleury sobre o comportamento da valorização de jogadores: 

"Até 2009, uma forte queda numa rodada significava grande chance de subida na próxima. Desde o ano passado, fortes quedas nas rodadas iniciais têm grande impacto na média de preço e podem apresentar viés de queda nas rodadas subsequentes."

O que concluímos, baseado nesse depoimento e nos fatos ocorridos no ano passado, é que: jogadores que sofreram alta valorização na primeira rodada, tendem a manter essa valorização na segunda rodada, independente de uma má pontuação. E jogadores que sofreram alta desvalorização na primeira rodada, tendem a manter essa desvalorização, independente de uma boa pontuação. Isso é uma afirmação certeira? Sim, não, talvez! Afinal, o que sabemos com certeza é que o algoritmo de flutuação de preços do Cartola FC depende de tantas variáveis que se torna impossível fazer uma afirmação convicta.

O que é mais importante nesse momento é não cairmos no erro de pensar que jogadores que tenham sofrido grande desvalorização na primeira rodada, sejam as melhores opções para altos ganhos de cartoletas nessa segunda rodada. O que acredito, e coloca de forma mais direta, é:

1) Jogadores que tenham sofrido alta valorização na primeira rodada (por exemplo, o atacante Magno Alves do Atlético MG) possuem tendência a manter a valorização, mesmo que mínima. Ou ainda, na melhor das hipóteses, uma manutenção de seus custos ou leve desvalorização. Isso desde que não façam uma pontuação negativa muito alta. 

2) Jogadores que tenham sofrido alta desvalorização na primeira rodada (por exemplo, o meia Marquinhos Paraná do Cruzeiro) possuem tendência a manter a desvalorização, mesmo que mínima. Ou ainda, na melhor das hipóteses, uma manutenção de seus custos, ou leve valorização. Isso desde que não façam uma pontuação positiva muito alta.

3) Para os cartoleiros que tenham pouco patrimônio, jogadores com baixo custo e baixa média de pontos consolidada (não negativa, e similar numericamente ao preço do jogador) devem ser as melhores possibilidades de ganho de cartoletas para essa segunda rodada, desde que pontuem bem (pois não existe mágica!). O que é média consolidada? No momento é a pontuação obtida na primeira rodada, já que ela é a única. Resumindo, para todos entenderem: jogador barato, que não sofreu alta valorização ou desvalorização na primeira rodada, e que tenha pontuado numericamente próximo ao seu preço, deve valorizar se obter uma grande pontuação na segunda rodada. Por exemplo, Willian do Corinthians, jogador barato que fez apenas 3,30 pontos na primeira rodada e obteve valorização baixa de 0,70 cartoletas, tem tudo para valorizar bem, se tiver uma boa atuação (algo na casa de 8 a 10 pontos). Considerando que o jogador enfrenta o visitante Coritiba (que está envolvido na Copa do Brasil e pode poupar jogadores), torna-se uma boa aposta para quem tem pouco patrimônio. Lembrando que tudo depende da performance do jogador. Se ele for mal, pode até valorizar, só que em menor escala.

4) Os cartoleiros que possuem bom patrimônio, algo na casa de 120 a 130 cartoletas, podem efetivar apostas em jogadores que tiveram alto índice de valorização na primeira rodada, sem riscos de grandes desvalorizações dos mesmos. Por exemplo, no meia Willians que valorizou 6,69 cartoletas e costuma apresentar boas pontuações em todas as rodadas. Não acontecendo nenhuma catástrofe, o jogador deve, no mínimo, não desvalorizar.

5) A valorização de jogadores tende a apresentar um comportamento diferente à medida que o jogo avança. A tendência de valorização apresentada aqui é mais evidenciada nas primeiras rodadas, em especial nessa segunda rodada, onde começa a ser consolidado o preço médio do jogador. À medida que as rodadas acontecem, o preço médio do jogador tende a se estabilizar e a flutuação de preços passa a acontecer nos moldes da antiga fórmula. Dessa forma, mais pra frente, as oscilações deverão ser mais suaves.

6) O preço médio do jogador, sua média de pontos consolidada, e a pontuação na última rodada são os principais fatores que influenciam na sua (des)valorização, e a referência para a flutuação é a média de preços do mercado. É lógico que os índices de valorização são atrelados ao mercado em um todo, para que não exista inflação no Cartola, o que inviabilizaria a dinâmica do jogo e prejudicaria usuários que entram em etapas mais avançadas.

Apresento minha teoria e repito minha ressalva: essa análise é fundamentada em acontecimentos observados no Cartola FC 2010 e na afirmação da direção do jogo, que garante a manutenção do algoritmo de flutuação de preços nos moldes do ano passado. Minha intenção não é apresentar a todos uma fórmula mágica de ganhar cartoletas, mas ensinar a observar as tendências do jogo. Espero que nossas expectativas se confirmem, o que viabilizaria nosso trabalho, fazendo com que possamos avançar em entendimentos mais profundos da questão levantada. Estarei observando o comportamento da variação de preços ao longo das próximas rodadas e trazendo novas observações nessa coluna. O mais importante nesse momento é não cair no erro de pensar que os jogadores mais desvalorizados sejam as melhores opções de investimento. Minas de ouro nem sempre estão expostas na superfície, sendo preciso cavar buracos profundos para encontrar o brilho reluzente da riqueza. Se você perdeu cartoletas na primeira rodada e precisa reverter a situação, jogue com inteligência. Acreditar na facilidade do ganho pode decretar o tiro de misericórdia no coração do seu time.

Estarei respondendo aos comentários na medida do possível, e lembro aos amigos que não faço análise de times nessa coluna. Este espaço é para discutirmos comportamentos e não situações individuais de jogadores. Gostaria, aproveitando a oportunidade, de pedir a ajuda de todos na votação do prêmio Top Blog 2011, onde o Cartoleiros concorre na categoria Games. Clique aqui e deixe seu voto. Sua ajuda faz o nosso trabalho cada vez melhor. Muito obrigado!


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