Analisando aspectos dos times que se destacaram no primeiro turno

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Salve salve cartoleiros analíticos! A coluna mais nerd do universo Cartola está de volta, e dessa vez com uma novidade! Não iremos falar da próxima rodada, e sim discutir sobre como jogam os melhores Cartolas da Liga Nacional. Veremos a partir de agora o perfil detalhado dos três melhores times do primeiro turno na Liga Nacional. Foram eles: Flabossa PB, Praça Nova 2 e Marco Campeão 2011. Neste artigo introdutório, iremos discutir os melhores times avaliando questões relacionadas aos seguintes tópicos:

Pontuação obtida;
Evolução do Patrimônio e Valorização;
Utilização do Patrimônio;
Esquema Tático empregado.

EVOLUÇÃO DA PONTUAÇÃO
Quando o assunto é pontuação, vemos que o líder do primeiro turno, “Flabossa PB”, apresentou regularidade na pontuação ao longo do campeonato, com apenas algumas rodadas destoantes. Sua maior pontuação foi de 117 e, uma rodada depois, obteve a menor pontuação, marcando 41 pontos. Porém, tal oscilação não representa o que foi o primeiro turno para "Flabossa PB", sempre constante em torno dos 75 pontos por rodada.
Os outros dois cartolas terminaram o primeiro turno com somas de pontos invejáveis, porém, mostraram maior instabilidade ao longo do campeonato.
“Praça Nova 2” esteve na casa dos 30 pontos durante três rodadas, mas se recuperou bem pontuando sete vezes acima de 90! “Marcio Campeão 2011” começou o ano com uma desastrosa primeira rodada, onde marcou 24 pontos, mas foi progredindo e a partir da oitava rodada transformou pontuações altas em rotina, cravando desse momento em diante, média de 82 pontos.
Na reta final do primeiro turno, considerando as últimas 4 rodadas, o segundo colocado “Praça Nova2” acelerou em busca da liderança, marcando a melhor média de pontos.
As médias das últimas 4 rodadas foram as seguintes:


No quesito pontuação, tanto estabilidade quanto instabilidade trouxeram bons resultados aos competidores. Parece não haver problema em oscilar entre atuações melhores e piores, desde que a média de pontuação continue elevada.

PATRIMÔNIO E VALORIZAÇÃO
Como é de se esperar dos melhores times na Liga Nacional, todos os três participantes apresentam patrimônio elevado ao final do primeiro turno. Após dezenove rodadas, a situação patrimonial dos líderes era a seguinte:


O líder “Flabossa PB" começou sua trajetória de valorização logo na primeira rodada, quando escalou Magno Alves, Willians e Zé Roberto e viu seu patrimônio aumentar em 23 cartoletas. Desse ponto em diante sofreu desvalorização em apenas duas rodadas, acumulando prejuízo de C$5.5 no primeiro turno, largamente compensado pelas dezessete rodadas onde obteve valorização.
O cartola segundo colocado, “Praça Nova 2”, apresentou trajetória de valorização semelhante. Conquistou C$140 e perdeu C$14 ao longos das dezenove rodadas.
O cartola terceiro colocado tem uma história mais emocionante. Embora tenha acabado o primeiro turno com a maior quantidade de cartoletas entre os líderes, observou seu patrimônio encolher 7 cartoletas após a primeira rodada. Mesmo com menos recursos que os demais, deu a volta por cima e não sofreu desvalorização novamente até o final do turno, ganhando entre a segunda e décima nona rodadas nada mais nada menos do que 173 cartoletas!


Nesse ponto é importante salientar que o aumento de patrimônio parece estar associado ao acúmulo de pontos apenas no começo do campeonato, enquanto a baixa quantidade de cartoletas limita a escolha dos jogadores certos para cada rodada. Segundo a tabela abaixo, não parece haver evidências concretas de que após a quarta rodada o aumento de patrimônio reflita aumento na pontuação.


UTILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO
Uma dúvida, que é a de muitos cartoleiros, refere-se à quantidade do patrimônio disponível que deve ser investido por rodada. É fato que nem sempre os jogadores caros são os que melhor pontuam. Portanto, a dúvida sobre como gastar o dinheiro é bastante válida.
Seria melhor investir tudo em jogadores caros ou escolher jogadores baratos, que dependendo dos confrontos possam pontuar bem, mesmo que isso deixe cartoletas não utilizadas nos cofres?
Não existe resposta definitiva para essa questão, mas os líderes do primeiro turno tenderam a investir todo o patrimônio que tinham a disposição. Como pode ser visto na tabela abaixo, a utilização do patrimônio por rodada esteve quase sempre acima de 90%.


Apenas em uma das rodadas o líder “Flabossa PB” investiu pouco dinheiro, montando o time com C$156, referente a 75% do montante disponível no momento. As escolhas de jogadores foram acertadas e o time escalado conquistou 80 pontos. Em outros dois momentos investiu menos de 90%, e no restante todo o capital.
Os demais jogadores, “Praça Nova 2” e “Marcio Campeão 2011”, adotaram a mesma linha no investimento das cartoletas. Um detalhe que chama a atenção é que “Praça Nova 2”, na rodada 7, esqueceu de escalar o time e por isso utilizou apenas 45% de seu capital. Já "Marcio Campeao 2011", utilizou menos de 90% do patrimônio em 6 rodadas, sem com isso prejudicar seu desempenho.
De forma geral, vemos que mesmo obtendo valorização e aumentando o patrimônio, os líderes da Liga Nacional optam por investir praticamente todo o dinheiro a cada rodada.

ESQUEMA TÁTICO
No quesito esquema tático, os três jogadores foram unânimes em optar pelo equilibrado "4-3-3".
O líder “Flabossa PB” foi o que menos esquemas táticos utilizou, optando nove vezes pelo "4-3-3" e nove vezes pelo "4-4-2". A única exceção à regra ocorreu na rodada 3, quando escalou o defensivo 5-4-1, contando apenas com Rafael Moura no ataque.
“Praça Nova 2” também elegeu o "4-3-3" como esquema favorito, utilizando-o onze vezes! Escalou seu time no "3-4-3" por quatro vezes e nas demais rodadas variou entre o "3-5-2", "4-4-2", "4-5-1" e "5-3-2".
“Marcio Campeão”, assim como seu rival, escalou onze vezes utilizando o esquema "4-3-3" e três vezes utilizando "4-4-2". Nas demais variou entre "4-5-1", "5-3-2" e "5-4-1".
Das escolhas, fica clara a preferência por estratégias priorizando os atacantes, maiores marcadores de gols e que também dão assistências. Outra observação é a preferência por esquemas que utilizam os laterais; apenas "Praça Nova 2" optou por exclui-los em algumas rodadas.

DESFECHO
Essa foi a primeira parte da análise dos TOP3 no campeonato, e embora o segundo turno já esteja se desenrolando e as posições na Liga Geral possam modificar-se, o aprendizado com os melhores Cartolas é útil e serve de orientação para que os demais jogadores possam melhorar os métodos de escolha e comparar suas estratégias de escalação.
Na segunda parte desse artigo, analiseramos as escolhas de "Flabossa PB", "Praça Nova 2" e "Marcio Campeão 2011" relacionadas aos jogadores que costumam escalar. Será que esses jogadores pontuaram melhor nas rodadas em que estavam escalados do que nas rodadas em que foram deixados de lado? Será que o time é sempre trocado ou existe uma base central, apenas com a mudança de algumas peças? Serão escolhidos sempre os jogadores de média elevada ou mais valorizados? Essas e outras questões serão abordadas na continuação de nossa análise.
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