O último da escalação

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Foi-se a sétima rodada e quem apostou nos times visitantes deve ter se dado bem. Afinal, foram quatro vitórias destes contra duas dos mandantes. Para os jogos do fim de semana, porém, com algumas equipes atuando com os reservas longe de seus domínios, aposto fortemente em quem joga em casa: atletas e, não podemos nos esquecer, técnicos.

A ressalva é proposital. Afinal, de todas as posições no Cartola, a que as pessoas costumam dar menos importância é o treinador. Este, cujos pontos correspondem à média da pontuação dos seus jogadores que entraram em campo, não costuma causar grande impacto no resultado de um time. Na última rodada, a diferença entre os comandantes que mais e menos se destacaram, respectivamente Joel Santana (FLA) e Luxemburgo (GRE), foi de apenas seis pontos.

Outra razão para os cartoleiros não valorizarem o técnico é que dificilmente o verão “mitar”, ou seja, fazer mais do que 10 pontos. Da mesma forma, também será difícil vê-lo com um resultado negativo. Geralmente, as cartoletas são empregadas nas demais posições, e o que sobra usa-se no técnico.  Nesta rodada, Helio dos Anjos (AGO) deve ser o mais escalado, pois - além de ser o mais barato do mercado - seu time joga em casa contra a pior defesa do campeonato.

É claro, para quem tem cartoletas sobrando, buscar aqueles seis pontos pode significar o sucesso ou fracasso no fantasy game. Desse modo, vale saber que critérios devem ser adotados na busca do melhor técnico. Vamos aos principais:

1. Não tomar gols: um time que não toma gols garante cinco pontos para cada jogador de defesa. Num esquema com dois zagueiros e laterais, é quase meio time beneficiado com essa pontuação se a defesa não for vazada. Melhor ainda se houver substituições de defensores nos noventa minutos. Tem treinador acostumado a fazer isso: Muricy Ramalho (SAN) é um deles, Tite (foto, esq.) é outro. Aliás, o técnico do Corinthians foi o maior pontuador do time em 2011. Sua equipe foi campeã com a melhor defesa.

2. Fazer gols: mesmo tomando gols, um técnico pode pontuar bastante se o seu time golear. Quatro gols numa partida garantem perto de 2,5 pontos para o treinador. O ideal é marcar gols sem sofrer nenhum. Para a pontuação, 3 x 0 (Marcelo Oliveira, CTB, fez na 5ª rodada 8,24 pontos) é melhor do que 4 x 1 (Abel Braga, FLU, na mesma rodada, fez 5,36).

3. Não tomar cartões: cada cartão amarelo tira 0,14 pontos do treinador; cada vermelho, 0,36, portanto cuidado em escalar comandantes de times violentos ou que têm jogos complicados na rodada. Cruzeiro é o time que fez mais faltas e obteve mais cartões nesta edição do Campeonato Brasileiro. Apesar de estar em quarto lugar na tabela, seu líder é o décimo na média de pontos.

Além desses, eu destacaria como fatores de valorização de um técnico o empenho do time em vencer uma partida, em outras palavras, finalizações e roubadas de bola. Por isso, treinador que chega e quer mostrar serviço costuma colocar um “gás” novo no time e pontuar alto, diferente de um que está sendo questionado pela diretoria. A verdade é: quanto melhor atuarem os atletas, mais sucesso você terá com a escolha do comandante.

Finalmente, para a oitava rodada, meus palpites para a posição são: Dorival Junior (pela necessidade da vitória e pelo Cruzeiro atuar sem os principais atacantes), Milton Cruz (que conhece bem o São Paulo e tem histórico de bons resultados), Cuca (pela defesa forte do Atlético-MG) e Helio dos Anjos (pelos motivos que já comentei acima). Boa sorte em sua escolha e até a rodada da semana que vem!!
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