O "erro" do Cartola

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Certo comentarista esportivo, que criticou a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético-MG, deve se assustar ao ver o melhor início de Brasileirão de um time na era dos pontos corridos. São nove vitórias e um empate nos últimos dez jogos, com R49 atuando como responsável pelas principais jogadas de gol. Mostrando solidez em todos os setores do campo, o galo mineiro superou os adversários mais difíceis, caminha rumo ao título simbólico de campeão do primeiro turno e, neste meio de semana, enfrenta o último colocado na tabela, o Atlético-GO.

O curioso é que, naqueles mesmos dez jogos, Ronaldinho fez apenas 3,47 pontos em média por jogo, superando os cinco pontos somente nas ocasiões em que marcou os seus três gols. Seu desempenho é pior do que o do meia Joilson, do dragão goianiense (3,51 pontos por jogo), que só fez um gol em quinze partidas. Como explicar esta disparidade? A resposta está no sistema de pontos do Cartola, que nem sempre acompanha o esforço ou a importância de um atleta para o sucesso de sua equipe. O que parece erro é na verdade um conjunto de regras pré-estabelecidas, que se bem conhecidas podem significar uma maior pontuação no fantasy game. Vamos às principais:

- Roubada de bola: o maior scout de defesa não exclusivo a posições em campo acrescenta 1,7 ponto ao atleta. Joilson é apenas o trigésimo nesse critério, mas 80% de seus pontos vieram dos 25 desarmes feitos até agora. O ladrão do campeonato é Léo Silva (POR), com uma média de pontos que corresponde em 90% a roubadas de bola.

- Passe errado: Ronaldinho Gaúcho é disparado quem mais dá passes errados no campeonato. O fato de ele ser bastante acionado nas partidas, e de no Cartola passe certo não contar pontos (o que em minha opinião deveria ser revisto), faz com que o mesmo perca em média 1,84 pontos por partida. Para piorar, mais um ponto dele é perdido com faltas cometidas.

- Finalizações: bolas que desviam no goleiro e entram são consideradas gols, mas se batem num zagueiro e saem não são computadas como finalizações defendidas. O mesmo vale para finalizações na trave, quando há um leve desvio na bola provocado por um defensor. Pior ainda, se um jogador - que não o goleiro - tira a bola em cima da linha, o atleta que chutou não ganha ponto algum. Bom mesmo é o que acontece quando o jogador chuta na trave, a bola volta para ele e ele faz o gol, lance raro que premiou o atacante Vagner Love (FLA) com 11,5 pontos na última rodada. Ainda sobre finalizações, Marcelo Moreno (GRE) é quem mais finaliza em direção ao goleiro, mas Luis Fabiano (SAO) segue sendo o de melhor aproveitamento nos lances de gol, por isso a diferença de média entre eles.

- Cartões: vale reforçar a importância de evitar jogadores com muitos cartões. Um amarelo pesa muito na pontuação. Guiñazu (INT), por exemplo, é líder nesse critério, além de ser vice-líder em faltas cometidas. Mesmo o seu time estando em quinto na tabela, sua média de pontos é baixa, 3,49. Ainda assim, sem ter feito nenhum gol, ele ainda fez mais pontos do que o R49 em sua melhor fase no time mineiro. Vai entender...

Sobre o referido sistema de pontuação, eu acho que vitória deveria valer um ponto para cada atleta ou treinador do time, e derrota, um ponto negativo. Passes certos deveriam contar como scout, e finalizações deveriam contar independente do desfecho, no caso de não ser gol. E você, que sugestões teria ao pessoal do Cartola para as próximas edições?

Sobre a décima-sétima rodada, há muitas opções no meio e no ataque. Sete jogos possuem favoritos. Minha dica é: aposte em esquemas mais ofensivos, 3-4-3 ou 3-5-2. Boa sorte a todos!!
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