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Torcedores Fanáticos: você é um deles?

Conheça a história de três torcedores santistas e descubra o que você tem em comum com eles.



Parte importante dos esportes são os torcedores. Sem eles não teríamos toda aquela emoção transmitida nas partidas, o debate gerado entre os amigos ou a reunião em família para comemorar entre gritos os gols do time. Os torcedores estão presentes no estádio, na televisão, no rádio e na Internet. Seja parado no trânsito, na euforia do barzinho, na tela do celular, etc. Todo jogo é motivo para gerar mobilização, mas você sabia que além desses torcedores, temos aqueles que são realmente fanáticos por seus times do coração?

Isso mesmo, aquelas pessoas que fazem de tudo para homenagear e estar com o clube, que realiza loucuras por eles e não pretendem parar tão cedo. Temos alguns casos sérios, onde o fanático tatua desde a testa e faz a representação em tamanho real da camisa do time no corpo.

Entrevistando três torcedores fanáticos pelo Santos, descobrimos algumas histórias interessantes, e claro, contaremos um pouquinho de cada uma para vocês. O primeiro entrevistado é chamado de Santista, mas seu verdadeiro nome é Hozset.

Vindo da Armênia ainda criança, ele diz que se apaixonou pelo time logo que chegou ao Brasil. Sócio de carteirinha desde 1993, conta que tudo começou no aniversário de 9 anos, quando ganhou de presente sua primeira camisa de time, na época, a de um goleiro santista. A partir disso, passou a escutar as transmissões das partidas no rádio e acompanhar os jornais, até então, impressos. Hoje, aos 57 anos, Hozset conta que atualmente possui mais de 160 camisas relacionadas aos mais diversos clubes.

"Minha paixão em colecionar começou aos 9 anos e a partir daí não parei mais", ressalta o santista. O torcedor fanático conta que para ir ao estádio vale tudo, que teve o prazer de assistir o ídolo Pelé muitas e muitas vezes e se emociona ao falar da partida que mais o impressionou: "Não tenho palavras para expressar o que senti ao assistir o Tricampeonato da Libertadores em 2011, me lembro muito bem daquele dia, eu tremia e gritava muito alto, Santos sempre Santos".

Como mensagem para o restante dos torcedores, Hozset diz: "Tenham muita paixão, amor, gratidão e devoção por um clube que trouxe e trará muitas alegrias aos seus torcedores".

Ao conversar com nosso segundo fanático, Paulinho, descobrimos que ele também começou a torcer pelo time desde novinho, aos 8 anos de idade. O santista conta que sua maior influência na época foi o primo, já que em todo jogo fazia questão de juntar a família para assistir e comemorar com o time.

O fanático diz que homenageia o clube com uma espécie de livro, pois desde 1978, guarda um caderno de anotações, descrevendo detalhes de todas as partidas do time favorito, o Santos. "Comecei anotando o dia e a hora das partidas, depois os nomes dos jogadores que estavam no time, quais deles marcavam gol, etc."

Continuando, ele conta que sua maior loucura foi fugir de casa para assistir à final do Santos contra o Flamengo em 1983 no Maracanã. Hoje em dia, achando graça do fato, Paulo relata que na época a mãe o proibiu de ir para o Rio de Janeiro. Ele então decidiu pegar carona com um vizinho que também iria para lá e mentiu falando que a mãe havia autorizado. Mesmo presenciando a derrota do time ao vivo, ele diz que não se arrepende de nada e que se fosse hoje, faria tudo novamente, afinal, o importante é ter história para contar. Papeando sobre a partida que mais o emocionou, Paulo diz sem sombra de dúvida, que vivenciar o Campeonato Brasileiro de 2002 entre Santos e Corinthians, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido: "Foi inexplicável, o time adversário marcou um gol, empatando com o Santos, quando vi, o jogo estava 2x1 para nós. Quando Elano marcou o segundo gol, e para salvar a pátria, o Leo veio e fez o terceiro, garantindo a vitória do time". O torcedor fala que mesmo o Santos não demostrando a mesma confiança que tinha em campo na época, ele sempre irá esperar o melhor do time. "Espero sinceramente que o time tenha a possibilidade de conquistar muitos outros títulos. Enquanto isso não acontece, conto com a torcida para que ela permaneça fiel, mostrando orgulho ao vestir a camisa do clube".

Por fim, mas não menos importante, nosso terceiro e último entrevistado, Edmilson dos Santos - sim, esse é mesmo o nome dele - conta um pouco sobre a devoção que também têm pelo time favorito. Ele diz que a primeira vez que entrou em um estádio, foi no ano de 1974, quando o Santos jogou contra o Cruzeiro. Após isso, com o tempo, fazia toda a família ir para a baixada só para acompanhar de perto o time que tanto idolatra. "A impressão é de que na época, eu morava mais na baixada do que aqui, na cidade grande. Sempre que podia, obrigava meus pais a viajarem comigo só para assistir as partidas que teriam por lá".

Questionado se pretende realizar alguma tatuagem, Edmilson diz: "A marca do time está no meu coração, viva nas minhas lembranças, eterna nas minhas viagens. Para ser torcedor não é preciso inventar ou fazer qualquer loucura, basta ser fiel ao time e permanecer firme e forte".

Para concluir, é possível constatar que assistir futebol é muito mais do que ver uma bola rolar em campo. São por histórias como as contadas acima que notamos a importância do futebol para as pessoas. O amor por um esporte que gera união, companheirismo e assim como tudo que é precioso, passa de geração em geração, transmitindo essa paixão que todo torcedor tem por seu time. Não importa o fato de ser fanático ou não, o importante é vestir a camisa na alegria e na tristeza, juntando histórias para contar ao longo do tempo.
Torcedores Fanáticos: você é um deles? Torcedores Fanáticos: você é um deles? Reviewed by Darlan Silva on 9/21/2017 10:33:00 AM Rating: 5