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Um Dérbi para ficar na história

Corinthians derrotou o Palmeiras e segue na liderança do Campeonato Brasileiro.



Desde a penúltima rodada, quando o Corinthians perdeu para a Ponte Preta e o Palmeiras dependia de si mesmo para ser campeão brasileiro, o assunto mais abordado pela imprensa esportiva e torcedores de ambos os times já era o clássico de domingo. Mesmo com o empate contra o Cruzeiro na segunda (30) e a vantagem de 5 pontos entre os rivais, os ares de decisão se mantinham para o duelo em Itaquera.

Durante a semana, os palmeirenses apostaram no discurso de que a meta era o G4 e de que pensavam jogo a jogo. Os treinos de Valentim foram fechados à imprensa e a presença dos colombianos Mina e Borja era uma incógnita. Enquanto isso, no lado oposto da capital paulista, Carille comandou um treino no palco do jogo para mais de 32 mil torcedores com duas modificações entre os titulares: saíram Maycon e Jadson, entraram Camacho e Clayson.

Corinthians: Cássio; Fagner, Pablo, Balbuena,Arana; Gabriel, Camacho, Clayson, Rodriguinho, Romero; Jô

Palmeiras: Fernando Prass; Mayke, Edu Dracena, Mina, Egídio; Bruno Henrique, Tchê Tchê, Moisés; Dudu, Keno, Borja

Para o considerado 'Derby do Século', a diretoria corintiana preparou um mosaico exaltando o Bicampeonato Mundial, mostrando em 3D as taças conquistadas em 2000 e 2012. Os mais de 45 mil pagantes foram à loucura, um pouco também pela provocação sobre o rival ter ou não um título mundial. Ainda antes da bola rolar, a fumaça dos sinalizadores tornava impossível a missão de assistir o jogo pela TV.


Sem mais fumaça, a partida começou tensa, porém sem faltas duras. Os times se estudavam e procuravam não se expor tanto. A primeira chance, de fato, veio dos pés de Rodriguinho, que pressionou a saída de bola e finalizou forte para grande defesa de Prass. Em outra oportunidade, Romero cruzou para Rodriguinho que mandou para fora. Fagner também arriscou de fora da área mas parou no arqueiro palestrino. Os visitantes responderam em um ótimo contra ataque de Borja, que chutou forte e a bola foi para a rede do lado de fora.

Apesar do equilíbrio, já era notável que o Corinthians chegava com mais eficiência. Para o clássico pegar fogo, bastou Rodriguinho chutar cruzado e Romero, em posição irregular, acabar com o jejum de gols e abrir o placar. Na comemoração, o paraguaio se inspirou em Totti e tirou uma selfie sua com o restante dos jogadores. Uma foto para ficar na história do Derby. O Palmeiras sentiu o gol, tanto que logo em seguida Fernando Prass teve que defender uma bola à queima roupa de . No escanteio que se resultou da jogada, Balbuena fez a Fiel explodir novamente em menos de 2 minutos.


Os comandados de Valentim precisavam se recompor. Dudu passou a procurar mais a bola e a equipe a atacar mais. Em um de seus pontos fortes, o Palmeiras diminuiu com Mina em cabeçada após cobrança de escanteio. Quando tudo indicava para uma pressão em busca do empate, o contrário ocorre: pênalti de Edu Dracena em Jô. O goleiro aponta para seu canto esquerdo, o preferido do atacante, que bateu no lugar apontado: 3 a 1.

Para o segundo tempo, Róger Guedes entrou no lugar de Keno. A substituição surtiu efeito na equipe - melhor durante a segunda etapa inteira. Entretanto, a partida começou a parar mais vezes e a qualidade já não era a mesma vista anteriormente. A bola parada continuava sendo a principal força alviverde: em cruzamento de Dudu, Borja quase desviou de cabeça. Egídio também desperdiçou uma oportunidade mandando na barreira. O gol não poderia vir de outra forma: após Pablo cortar mal um escanteio, a bola sobrou para Moisés, que não perdoou o erro e chutou forte no ângulo. Indefensável. Os mandantes responderam em contra ataques de Romero e Rodriguinho, ambos defendidos.


A grande polêmica da segunda etapa foi com Gabriel, o mesmo expulso de maneira equivocada no Paulistão. Fora do gramado, o volante retornou a campo sem a autorização de Anderson Daronco. Como já estava amarelado, o correto seria expulsar o jogador. No entanto, a volta premeditada aconteceu por uma falha de comunicação entre a arbitragem e o jogador não foi punido. O único a receber o cartão vermelho foi Deyverson, que acertou o adversário com o braço nos acréscimos.

A vantagem entre os clubes subiu de 5 para 8 pontos, faltando 7 rodadas para o fim do Brasileirão. O Santos se tornou o novo vice líder - 6 pontos atrás do Timão - e o Verdão se distancia do título, porém continua cumprindo sua meta que é a de se classificar diretamente para a Libertadores. Na próxima rodada, o Atlético-PR recebe o Corinthians e o Palmeiras enfrenta o Vitória no Barradão.
Um Dérbi para ficar na história Um Dérbi para ficar na história Reviewed by Matheus Moura on 11/06/2017 04:21:00 PM Rating: 5