Na Mosca #11: o fator futebol

A duas rodadas da Copa do Mundo, duelos fáceis e óbvios podem ser decisivos antes da parada do cartola, porém, a imprevisibilidade ganha chance.


Com a média dos cartoleiros em apenas 57.67 pontos, a 10ª rodada é digna de ser esquecida - como a Na Mosca ficou com exatamente 74.75, a situação é aceitável. Por vir, está uma rodada aparentemente fácil, com duelos de resultados praticamente óbvios e que já se pode imaginar o vencedor e o perdedor antes mesmo da partida começar. São jogos os quais, sem um mínimo esforço, automaticamente você diz "esse tá decidido".

A chance de realmente acertar o palpite de jogos com uma disparidade enorme entre os times que se enfrentarão, principalmente no que diz respeito aos elencos, é fácil. Entretanto, sabe-se bem que o futebol, como se diria na escola, é uma ciência não exata.

Futebol é imprevisível e aí se encontra o fator principal que nos instiga a nos apaixonarmos por esse esporte. Deixando a paixão de lado - é difícil, sabemos bem -, a imprevisibilidade desse esporte também nos alerta para os pés no chão. Ela nos faz lembrar do ditado que diz que "o jogo só acaba quando termina". Que perdemos uma final de Olimpíada para o México, em 2012.

Nos faz lembrar também que Thiago Neves, em uma final de Libertadores, fez hat-trick durante o jogo, mas perdeu um dos pênaltis da decisão por penalidades do Flu contra a LDU, amargurando o vice. Nos lembra de 2016, quando a pequena Islândia chegou às quartas de final da Eurocopa, eliminando a poderosa Inglaterra nas oitavas. E ela ainda nos faz pensar e ter um certo cuidado em uma rodada que parece fácil, como é o caso dessa 11ª rodada do brasileirão.

Assim, a escalação vem certamente com jogadores peças-chave da rodada, porém, dividida em alguns que, apesar de terem qualidade, não possuem o resultado "garantido" e disputarão duelos que provavelmente serão mais equilibrados. Começando pela parte de trás do campo, em especial pelo goleiro, está o nome de Magrão (SPO). Além de não sofrer gols há dois jogos, seu time, vice do campeonato até então, enfrenta o Vasco que está passando por uma fase conturbada dentro e fora de campo.

Nas laterais, Reinaldo (SAO), que recentemente recuperou seu bom futebol e vem confiante junto ao time do São Paulo para uma vitória sobre o Furacão, em Curitiba; e Marcos Rocha (PAL), que vive um momento brilhante dentro do time do Palmeiras. Ao todo, são 29 roubadas de bola - 78% dos desarmes ganhos -, 4 jogos sem sofrer gols, 1 assistência e 1 gol.

Na zaga, encontram-se o argentino Kannemann (GRE), há 6 jogos sem sofrer gols e com uma média de apenas 1 falta cometida por jogo no Brasileirão, e o xerife Igor Rabello (BOT), que enfrenta o modesto ataque do Bahia. Estatisticamente, o tricolor baiano possui uma baixa média de 0,6 gols por jogo e uma pequena precisão nas finalizações - 41,18%, o que favorita o zagueiro alvinegro para o duelo.

Indo ao círculo central, Gustavo Blanco (CAM), como esperança de assistências - vale ressaltar que ele já possui 4 -, e torcendo para que o jogador do galo desencante e faça seu primeiro gol no campeonato, contra o Fluminense, jogando no Independência. A experiência vem por conta dos próximos dois, coincidentemente, Diegos.

Primeiramente, Diego Souza (SAO), brigando por artilharia - espere por pelo menos um golzinho dele nessa rodada. O meia "centroavantão" é boa aposta, principalmente caso seus recursos financeiros sejam limitados: ele está disponível por um ótimo preço, C$11,88. O segundo, é o mais charmoso, Diego (FLA). Apesar de algumas declarações questionáveis - ou talvez cômicas, de repente - nos últimos dias, ele possui qualidade incontestável e quem sabe não será letal contra o time, em ascensão, do Paraná? Confiança é o que ele tem de sobra!

No ataque, o futebol arte fica por conta dos garotos - um deles nem tanto, mas dê um desconto. Começamos pelo brilhante menino da vila, Rodrygo (SAN). Com suas últimas atuações, em especial contra o Vitória, definitivamente ele dispensa mais cometários. Em seguida, um jogador que sabe jogar, gosta de balada, porém, aquele que pode ter sua juventude contestada: André (GRE). Vivendo uma seca de gols, a disputa contra o América Mineiro pode ser fundamental para que retome sua boa fase - tomara. Finalizando o ataque, o craque dos dribles e dancinhas, que por sinal, será o capitão do time na rodada: Vinícius Júnior (FLA) - apenas complementando, outro que dispensa demais comentários.

À frente desse humilde time, o novato treinador Maurício Barbieri (FLA).

Na Mosca #11: o fator futebol Na Mosca #11: o fator futebol Reviewed by Gabriel Duarte on 6/08/2018 09:52:00 PM Rating: 5