Na Mosca #14: à moda antiga

Nossa primeira rodada pós Copa bate na trave, fica na média e herói improvável é a esperança por mitada



A última rodada da Na Mosca rendeu bons frutos. Apesar de ter ficado ali na média, mais precisamente com 61.85 pontos, teve-se o que comemorar. Nenê, o capitão, desapontou e assim foi ofuscado pelos bons jogos de Geromel e Fagner, por exemplo — jogador de seleção é outra história. 

Agora, mais uma vez, tem-se como objetivo manter a regularidade com bons resultados que eram recorrentes no momento pré Copa do Mundo. Não temos mais Copa, mas ainda temos pelo o que sofrer, torcer, se alegrar, apreciar. O brasileirão está aí, sem nenhum grande favorito; o Cartola FC, tão disputado, segue como ferramenta de aproximação do torcedor com o futebol brasileiro e, ainda, alimentando ambições, como a nossa.

Partindo para a escalação, de lei vem a formação 4-3-3, iniciada pela linha de defesa. No gol, o recordista de defesas de pênalti no campeonato espanhol, Diego Alves (FLA). Além de não sofrer gols há 7 jogos, já parou Messi e Cristiano Ronaldo, portanto, motivos para essa escolha não faltam. Aos lados, mais uma vez o lateral da seleção, Fagner (COR), embalado por sua bela partida na volta às terras brasileiras. Ainda na lateral, junto à experiência vem a juventude, bem representada por Ayrton Lucas (FLU).
A zaga em si vem menos badalada. Apesar do prestígio não tão grande, em campo se tem correspondência. Lucas Fonseca (BAH), que não sofre gols a 4 jogos duela contra o Vitória, na Fonte Nova, no grande clássico baiano. Seu custo é de C$7.44, então, vale o risco. Completando a defesa, David Braz (SAN). Seu valor também não é alto - C$9.19 - e em confronto direto com a Chapecoense, a promessa é de jogo disputado, especialidade do xerife da vila.

O meio campo traz o eixo sul-minas. Representando os mineiros o craque uruguaio Arrascaeta (CRU), que voltou ao brasileirão com tudo e, agora, joga em casa contra o vice lanterna, Atlético Paranaense. Partindo para os gaúchos, dois rivais da dupla Grenal. O artilheiro Patrick (INT), que chegou com a desconfiança da torcida no início da temporada, e agora é peça essencial, tanto no meio, quanto no ataque colorado; e o esforçado Ramiro (GRE). Sua fase não é das melhores, mas sempre pode surpreender. Além disso, está custando um preço realmente muito bom para um jogador de tal nível - C$4.82.

É fato que artilharia não se ganha, mas sim, se constrói. Porém, existem horas em que a sorte se alia ao bom desempenho, como é o caso do nosso primeiro escolhido para o ataque da rodada, Pedro (FLU). Na vice liderança da artilharia junto à Willian, do Palmeiras, a promessa tricolor tem tudo para se sobressair, tanto por mérito próprio, quanto pela sorte a seu favor na volta do brasileirão: a saída do atual artilheiro, Róger Guedes, para o futebol árabe. Portanto, agora, mais do que nunca, motivação não vai faltar para o garoto fazer gols, e para os cartoleiros o escolherem.

Seguindo com o ataque, temos Dudu (PAL). Jogador rápido, goleador e habilidoso, geralmente faz jus às escalações. Não é o Neymar, mas no quesito sofrer faltas, ele bate de frente com o craque - são 37 faltas sofridas até então. Fechando a linha ofensiva, o capitão - improvável - Nico López (INT). O uruguaio nem sempre tem aquela grande atuação, no entanto, em noites inspiradas, em especial no Beira-rio, "El diente" - como é chamado pelos uruguaios - faz magia frente à torcida colorada.

À frente deste time, o campeão da Copa do Brasil em 2007 como jogador, o atual técnico do verdão, Róger Machado (PAL).

Na Mosca #14: à moda antiga Na Mosca #14: à moda antiga Reviewed by Gabriel Duarte on 7/21/2018 01:50:00 PM Rating: 5