Na Mosca #17: persistência é tradição

A busca pela boa sequência: o meio campo entre a ansiedade na hora de escalar e a imprecisão de um campeonato indefinido.





De fato se começa o ano na espera pelo cartola e por tudo o que ele pode nos proporcionar. Podemos dizer que é cúmplice do brasileirão da mesma forma que aquele seu amigo de escola, lá nos primórdios da infância, é de você. Se seu amigo for pego por algo, não muito tempo depois, você vai. Igualmente se dá o laço entre Cartola e o campeonato brasileiro. Em ambos, certas rodadas trarão alegrias, outras, tristeza. Em alguns jogos sua expectativa será alta, em outros, nem assistir você vai. Eventualmente, em uma única rodada, se pode ocorrer uma ambiguidade em seus sentimentos, e, do céu, com uma vitória do seu clube, você pode parar na terra, com seu time do cartola fracassando de todas as formas possíveis.

Apesar de tanta dúvida sobre o que se espera sentir, uma coisa é certa, ignorando qualquer tipo de clubismo, claro: se as coisas andam indefinidas no brasileirão, sem grandes favoritos e com uma tabela volátil, a situação no Cartola será parecida, portanto, instável e as dificuldades, principalmente ao escalar seu elenco, serão presentes em praticamente toda vez que o mercado estiver aberto. Por outro lado, se o brasileiro é acostumado com algo, é com a dificuldade. Não é de hoje, você sabe bem.

Assim, após algumas rodadas ainda na média, mas com uma constante crescente nesse período pós Copa - 77.35 pontos na rodada passada - e ainda, carregando aquele espírito brasileiro que traduz devidamente o significado de persistência, vamos ao propósito desse texto: a escalação.

Sim, começaremos pelo goleiro mais uma vez e assim sucessivamente até o ataque. É melhor assim, ou não, mas é do jeito que a gente gosta né. Voltando ao goleiro, temos ele, que pouco trabalhou no jogo do Fluminense na última quinta, pela Sulamericana, mas mostra serviço quando é requisitado: Júlio César (FLU). Alguns metros à frente, os laterais. Mais uma vez vamos de Reinaldo (SPFC), que vive fase excelente no tricolor, inclusive fazendo gols e não os levando já à 5 jogos; e ainda, com o renomado, raçudo e também, baixinho, Fagner (COR). O lateral vem de uma sequência não tão boa há alguns jogos mas acreditamos que com o peso da torcida e jogando em casa, ele retorne ao seu bom futebol.

A zaga dessa vez é sinônimo de experiência. Em boa fase e com um valor relativamente acessível - C$12.15 -, Dedé (CRU). Além de ser um baita craque, alguns de seus números são dignos de reconhecimento: ele possui média de apenas 1 falta por jogo, 76% dos desarmes ganhos e 71% das disputas aéreas vencidas, então, é uma boa aposta. Em um preço bem mais baixo e tranquilo - C$5.06 - mas com grande qualidade, o amigão de Ricardo Oliveira, Edu Dracena (PAL)

Adiante, onde a magia dos passes e da armação de jogo acontece, o nosso trio de meias - só tem craque diga-se de passagem. Pra começar bem, o nosso capitão Diego Souza (SPFC), que, além de goleador e verdadeiro camisa 9, possui o melhor estilo Luís Fabiano: especialista nas brigas, ainda mais se for com os nosso hermanos argentinos.
Se tratando de hermanos e seguindo com os nossos meias, temos o uruguaio mais brasileiro - e mineiro - das terras do pão de queijo, Arrascaeta (CRU). O valor é alto - C$17.25 -, mas vale o investimento, acredite.

Finalizando os meias, o jogador que não poderia faltar - mas é compreensível caso você não o escale devido ao seu preço -, Lucas Paquetá (FLA). Ele é craque? É. Ele é caro? Também. Vale apena escalar? Com certeza. Tenho outras opções? Sempre. Então, por isso, caso você não tenha recursos suficientes, aqui vão duas opções boas e baratas: Nenê (SPFC), por C$9.77 ou Jadson (COR), por C$8.95.

No ataque, algumas escolhas óbvias que podem dar muito certo nessa rodada. Como a escolha mais ousada está Wellington Paulista (CHA). Apesar de ter perdido na sua última partida, contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, teve uma boa atuação e busca retomar sua fase artilheira. Vale apontar que a grande área é sua especialidade; dos seus três gols feitos no brasileirão, todos foram de dentro da área.

Finalizando a linha ofensiva, duas jóias das bases que estão entre as mais fortes e promissoras do país. Representando o futebol com dribles desconcertantes e arrancadas pra cima dos marcadores, Rodrygo (SAN). Trazendo toda a força de um camisa 9 das antigas, inteligência no posicionamento e poder aéreo, o tricolor Pedro (FLU). Este último, artilheiro do campeonato, não costuma falhar.

No comando desse elenco, Mano Menezes (CRU).




Na Mosca #17: persistência é tradição Na Mosca #17: persistência é tradição Reviewed by Gabriel Duarte on 8/03/2018 09:27:00 PM Rating: 5