Na Mosca #20: pouca mídia não diz nada

Início de novo turno, mas já acostumados com o campeonato, focamos nos "coadjuvantes" para mitar.


Aqueles que sempre estão atuando, mas pouco são lembrados. Podemos falar de pouca mídia, quem sabe, ou até numa eventual falta de prestígio. Não são famosos como os protagonistas, mas desempenham suas funções tão bem quanto eles. Vida de coadjuvante é assim. Pensar que deve ser ruim? Talvez, tudo depende do ponto de vista. Às vezes é bom não ter todas as atenções voltadas para si, e quando menos se espera, o tal do coadjuvante vira protagonista, é notado e mais reconhecido. E quer saber? Reconhecimento é um baita de um sentimento bom. Alimenta o ego, a confiança, nos faz mais fortes. Eventualmente cada um de nós precisa de um pouquinho desses momentos.

Esquecendo a rodada passada, que passou e nos derrubou sem mais nem menos - tragicômicos 51.46 pontos -, dessa vez faremos um pouco diferente: teremos sim os protagonistas em nossa escalação, não os esqueceremos, mas vamos dar vez aos coadjuvantes, tal como Heath Ledger interpretando o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas" - uma das mais brilhantes atuações do cinema no atual século. Assim, vamos à escalação.

Começamos pelo gol, onde temos um dos coadjuvantes da lista: Marcelo Lomba (INT). Ser goleiro já não é fácil, reserva então, pior ainda. Apesar disso, após Lesão de Danilo Fernandes o arqueiro retomou a titularidade do gol colorado e vem brilhando em campo, tendo, quiçá, feito uma de suas melhores partidas da carreira há duas rodadas contra o Fluminense. Ademais, Lomba contará, quem sabe, com a famosa lei do ex contra o Bahia, em seu retorno à Fonte Nova.

Nas laterais, Iago (INT), também representando o colorado. Jovem, promissor e habilidoso, o lateral já está a 10 jogos sem tomar gols, possui 1 assistência e tem um total impressionante de 801 passes completos nesse campeonato. Completando as laterais, Gilberto (FLU), que aliás vem de bom momento e possui valor bem acessível - C$10.34.

A linha de defesa é composta por raça, de fato. Finalmente reconhecido por sua nação com uma convocação e representando a marra, o rigor e a paixão do futebol argentino, Kannemann (GRE). Não é Geromel, muito menos brasileiro, mas merece a menção. O sangue quente e as precisas roubadas de bola - por sinal, 40 até então - são a essência de seu futebol. Fechando a zaga, um zagueiro campeão de Libertadores ao lado do bruxo Ronaldinho Gaúcho: trata-se de Leonardo Silva (CAM), o zagueiro artilheiro. Qualidade incontestável, força no jogo aéreo, jogo em casa contra o irregular Vasco e o preço de C$9.96; vale o investimento, anotem.

No centro do campo, características distintas porém muita habilidade. De começo, Diego Souza (SPFC), um dos artilheiros do brasileiro. Personalidade forte, muito futebol e carregando o peso de uma das camisas 9 mais tradicionais do país ele não tem desapontado. Muito criticado no início do ano e até com rumores de saída do atual líder do campeonato, mostrou a que veio e se tornou peça fundamental no time de Diego Aguirre.

Continuando com os meias, um que na verdade está mais para um volante, por vezes atacante, mas enfim, em brilhante fase: Bruno Henrique (PAL). Organizador do meio campo alviverde, possui 87% de precisão em seus passes, além de, ocasionalmente, se infiltrar no ataque num estilo parecido com o de Paulinho - aquele da seleção mesmo - afim de anotar seus gols. Fechamos o meio com o nosso capitão da rodada, um coadjuvante - de luxo - e que é craque: Éverton Ribeiro (FLA). Apesar de ter sido contratado com grande destaque, perdeu espaço no elenco rubro negro por partidas instáveis, porém, suas boas atuações e seu poder de decisão neste ano - o Grêmio que o diga -  fizeram com que os holofotes voltassem, por vezes, a mirá-lo.

Com mais um dos coadjuvantes, Henrique Dourado (FLA), iniciamos o nosso ataque. Sua fase pode não ser das melhores, mas como típico centroavante de cabeça de área, quando requisitado não decepciona. Gols de cabeça são uma das suas armas, mas, se vier um pênalti, definitivamente é ele quem vai cobrar; nesse quesito, é especialista. Há ainda quem diga que ele errou apenas uma única penalidade em toda a carreira, o cara é fera. Continuando com nossos atacantes, mais um centroavantes de área. Agora jogador de seleção, com gol de fora da área, de dentro, de cabeça, de letra, de peito e tantos outros em seu vasto repertório, Pedro (FLU). Fechando a conta da rodada, o algoz de Pedro que o persegue pela artilharia, Ricardo Oliveira (CAM), com 9 gols - que o garoto fique esperto, e que ambos marquem para a nossa felicidade.

No controle da equipe, as honras à Maurício Barbieri (FLA)



Na Mosca #20: pouca mídia não diz nada Na Mosca #20: pouca mídia não diz nada Reviewed by Gabriel Duarte on 8/22/2018 04:11:00 PM Rating: 5