Na Mosca #21: tem que dar valor ao brasileiro

Acima da média mas com gosto amargo: boa pontuação dá início a um segundo turno difícil e com calendário apertado.




Começamos o segundo turno bem. 71.32 pontos não são o ideal, mas já serviram para fazer meu contento. Aliás, para quem vinha de uma sequência de resultados abaixo do esperado, quaisquer 70 pontos são a glória; ninguém merece passar sufoco. Como dito há algumas rodadas, o campeonato é instável, principalmente por um fator que podemos observar com clareza nesses meses de agosto e setembro: o calendário de jogos dos clubes, que por sinal, é apertadíssimo.

Partidas válidas pela Libertadores, Copa do Brasil, Sulamericana e Campeonato Brasileiro em sequência e com um intervalo de tempo curto entre elas tem sido o principal desafio para os clubes brasileiros, os quais muitos disputam ao menos duas dessas quatro competições. Ainda, no Brasil, há outro problema: a crise financeira dos clubes. 

Portanto, ter um elenco inteiro completamente preparado a fim de aguentar a intensa carga de jogos requer preparo e, consequentemente, dinheiro. Talvez algumas das exceções sejam Palmeiras e Flamengo que possuem capital mais vasto e, então, um maior número de opções em seu banco de reservas, bem como uma melhor preparação — mas, ainda assim, por vezes não conseguem atingir o nível de atuação e regularidade que se espera.

Dessa forma, os clubes geralmente são obrigados a optar entre uma das competições e o brasileirão, por muitas vezes não ser a competição de maior prestígio para as diretorias nem a que dá o melhor retorno financeiro, acaba tendo sua importância desvalorizada. 

Além do mais, constantemente os times acabam entrando em campo com o elenco misto, reserva ou até mesmo sem motivação, o que acaba por gerar uma queda no nível do próprio futebol do país, visto que o Campeonato Brasileiro é a principal competição nacional.

Pela priorização das outras competições, os times se acomodam na tabela e, certas vezes, deixam pontos preciosos escaparem. Com uma menor competitividade, além das enormes dúvidas acerca de qual vai ser o elenco titular de time X ou Y nas partidas, escalar seus jogadores para o Cartola FC se torna uma tarefa árdua, ainda mais quando há confrontos diretos. Ou seja, entre times que possuem posições parecidas no campeonato, como é o caso de Internacional e Palmeiras nessa rodada.

Apesar de tudo, calma que vai dar certo. Escale sem medo de ser feliz, os bons resultados virão. Aliás, sem mais prolongações, vamos à nossa escalação. Como provavelmente não teremos Fábio contra o Fluminense - que pode ser poupado -, optamos por outro goleiro conhecido por pegar pênaltis: Diego Alves (FLA)

Após vitória na última rodada com um futebol bem jogado e aproximando-se novamente do líder São Paulo, acreditamos que o Flamengo tenha condições de retomar sua boa sequência. Vale dizer ainda que Diego não sofre gols há 10 jogos e possui apenas 9 gols sofridos em todo o campeonato — fora já ter pego pênalti de um cara chamado Lionel Messi.

Por incrível coincidência, as laterais ficam por conta dos "Iagos". Uma das revelações do campeonato, Iago (INT). O camisa 28 do colorado possui até então 40 roubadas de bola, 11 jogos sem sofrer gols no campeonato e a média de 11.1 pontos nas últimas 3 partidas. O Inter joga em casa, com força total e vindo de 5 vitórias. Vai ser difícil segurar o time de Odair Hellman. 

O outro "Iago", na verdade, é Yago Pikachu (VAS). Apesar de atuar na defesa, o craque cruzmaltino possui 7 gols e até pode ser considerado na briga pela artilharia do campeonato. É fato que seu time não vive bom momento, mas nunca duvide do menino Pikachu, o maior pontuador do primeiro turno.

A zaga é oriunda da cidade do samba. Em confronto direto com o Sport, Igor Rabello (BOT). O time carioca não vem de bons resultados, assim como seu rival pernambucano. No entanto, joga em casa com o apoio da torcida — e não vem de seguidas goleadas como o Sport -tenso. Será um confronto acirrado e com vontade de ambas as partes. Com o time rubro negro tendo média de 10,9 finalizações por jogo, cremos que Rabello será bastante requisitado — ponto positivo. Fechando a zaga, o xerifão artilheiro, Réver (FLA). É caro - C$15.98 -, mas sua regularidade faz valer o investimento.

Líder do campeonato, focado no brasileiro e sem demais preocupações, ainda brigando por artilharia, Diego Souza (SPFC) que será o capitão do time. Entrando como uma aposta de certa forma ousada, o meia Jadson (COR). A fase é péssima e o timão busca em casa, contra o pior visitante, Paraná, a retomada no campeonato. O time paranaense conquistou apenas um único ponto fora de casa em todo o campeonato, portanto, tarefa fácil para Jadson que é a esperança por assistências e, quem sabe, até um golzinho de falta. 

Finalizamos o meio campo com Andrey (VAS), um dos destaques do clube carioca e que costuma fazer bons jogos, tendo como média 8.17 pontos por partida. Seu valor é baixo - C$8.31 -, então, é uma aposta a se avaliar.

Na linha mais ofensiva, opções um tanto quanto óbvias, mas que fazem jus à escalação. Rodrygo (SAN) joga em casa contra o Bahia afim de recuperar a má fase do time da baixada santista. Os ingressos estão praticamente esgotados e se imagina um verdadeiro caldeirão na Vila Belmiro. Mais uma vez, o artilheiro do campeonato, Pedro (FLU). Escalação e habilidade incontestáveis. O garoto é craque. Fechando de vez o elenco, a insistência por Ricardo Oliveira (CAM) - agora vai, sei disso.  

Balançando no cargo, com grandes chances de não ser efetivado, porém, carisma e bigode de sobra, claro, Valdir Bigode (VAS) no comando dessa seleção.

Na Mosca #21: tem que dar valor ao brasileiro Na Mosca #21: tem que dar valor ao brasileiro Reviewed by Gabriel Duarte on 8/24/2018 06:33:00 PM Rating: 5