Na Mosca #25: vocês vão ter que me engolir

Rodada inesquecível, capitão sendo o maior pontuador, escolhas perfeitas e a vontade de repetir o feito daqui em diante. Agora só vale mitar!


Chegou, a tão sonhada mitada finalmente chegou. Uma rodada perfeita, na qual cada pequena decisão deu certo. Os famosos chutes, aqueles que a gente fecha os olhos e apenas arrisca, impressionantemente nos trouxeram alegrias. Após a tempestade, veio a bonança: 123.95 pontos. Na marra, com suor, com vontade e com habilidade, esse resultado foi fruto de uma bela e grande cagada. Brincadeira, temos que reconhecer que trabalhamos duro pra isso e que tentamos incessantemente a mitada, estudando, tentando diversas alternativas e fazendo análises, mas claro, sempre com aquela pontinha de sorte, de fé. Essas não costumam falhar.

A alegria é tanta que nem temos muito o que dizer, apenas agradecer a quem acreditou em nós. A vocês, o mais sincero obrigado. Para quem não acreditou, o mais sincero não ligo, “vocês vão ter que me engolir”, como bem dizia o mestre Zagallo. #pas

Sem mais prolongamentos, ah, vamos para a escalação, pô! Esperando por mais uma mitada - vai que né -, uma formação 4-3-3 que, no gol, traz o o pupilo de Rogério Ceni, Éverson (CEA), nosso capitão na rodada. A fase é espetacular: 7 jogos sem sofrer gols, 44 defesas difíceis e ainda 1 gol. Por que não escalá-lo?

Nos lados do campo, um “veterano” e um novato. A revelação é Iago (INT). Após entrar no profissional do colorado em 2017 mas não ter muitas oportunidades, em 2018 a história é outra. O garoto, desde o início do ano, quando ganhou uma chance com a lesão de Uendel, despontou e mostrou a que veio. Tornou-se peça fundamental no esquema de Odair Hellmann e vive grande fase. Não sofre gols há 13 jogos, possui 78% de finalização nos passes e é absoluto nos desarmes. É um baita nome a se escalar. Completando a lateral, quem traz a segurança de uma pontuação boa é Sander (SPO). Seu time pode não viver bom momento, mas ele sempre se assegura dentro de campo. Participa ativamente do sistema defensivo do Sport, tendo incríveis 77 roubadas de bola e ainda, de vez em quando, tem sua contribuição no ataque.

Enormes, fortes, raçudos e ídolos da torcida, assim são nossos zagueiros. O hermano mais amadodos pampas gaúchos, depois de D’alessandro e apenas por parte dos colorados, claro,Víctor Cuesta (INT). Seu sangue ferve por adrenalina  e a determinação está instrínseca ao seu estilo de jogo. É caro, sinto lhes informar - C$18.48 -, mas, gasta, economize em outro jogador e escale ele, arrependimento será a última coisa que terá.
Praticamente um patrimônio histórico do tricolor das laranjeiras, o guerreiro Gum (FLU). Um jogador que não precisa estar num bom momento para fazer boas partidas, Gum simplesmente pode aparecer e resolver o jogo quando ninguém espera. Ainda, enfrenta o Atlético Paranaense, um pouco acanhado no ataque e vindo de 3  derrotas seguidas.

Como podemos perceber, o time reserva do grêmio tem um futebol animador e interessante. Não são os nomes mais badalados, mas, quando jogam juntos, são capazes de fazer partidas melhores que o time titular. É entrega 100% do jogo, ainda que percam e, depois, Renato Gaúcho dê inúmeras desculpas esfarrapadas e termine dizendo “o Grêmio joga o futebol mais bonito do Brasil”. Por isso, um nome diferente mas que merece muito crédito: Alisson (GRE). Joga em casa, contra o lanterna Paraná, que não venceu nenhum de seus últimos 10 jogos, sofreu gols em todos eles e marcou apenas em 3. Ainda, está num valor super acessível  - C$7.34 - e possui um baita poder de decisão quando é requisitado.

Em sequência, temos o mago das chapadas, Nenê (SPFC). Clássico na Vila Belmiro, ambos os times em boa fase, um buscando a libertadores, o outro a liderança. Será, de fato, um dos melhores confrontos do campeonato. O típico jogo em que Nenê gosta de brilhar, portanto, a certeza é: ele vai marcar gols. Isso se ainda não der assistências, geralmente dignas de replay.

Concluindo o meio, alguém que andava sumido em nosso time mas tem um lugar guardado no coração: o queridíssimo Lucas Paquetá (FLA), rei do passinho. Caiu de rendimento nas últimas partidas mas sempre busca jogar bem. Tem alto empenho e é fundamental na criação do rubro negro. Num clássico tremendo contra o Vasco, debilitado e em uma fase horrível, vindo de 4 derrotas seguidas, Paquetá, no auge de seu bom futebol, tem condições de fazer a torcida vascaína se calar e sair 30 minutos mais cedo do estádio.

No ataque, ousadia e alegria e a fonte dos desejos da mitada. Uma aposta bastante arriscada mas que sinto que trará bons resultados é Gilberto (BAH). Não se pode negar que o cara tem jogado realmente bem. É um jogador de bom posicionamento, visão de jogo e muito volátil em campo. Nem sempre costuma ser decisivo, mas, faz belas partidas. Há algo de diferente nele, e deve ser valorizado. Ademais, seu valor é relativamente bom - C$11.90.

Trazendo alegria nas pernas, 6 gols, e o caldeirão da Vila Belmiro, Rodrygo (SAN). Fechando o elenco, Ricardo Oliveira (CAM), jogando o maior clássico de minas contra um Cruzeiro provavelmente misto por conta da Libertadores no meio de semana. É a chance de buscar a artilharia do campeonato e também o G4. Ainda, vale lembrar: o Atlético possui boa média de gols por jogo - 1.7, e Ricardo tem sede por clássicos. O pastor vai brilhar.

No comando dessa seleção de craques, Odair Hellmann (INT).


Na Mosca #25: vocês vão ter que me engolir Na Mosca #25: vocês vão ter que me engolir Reviewed by Gabriel Duarte on 9/15/2018 11:11:00 AM Rating: 5